A mente, a alma, a consciência, é o mistério da descoberta subjetiva da vida, pois objetivamente, ontologicamente, na pura consciência, que é o princípio criador do universo, está tudo pronto e é só a mente que conseguirá desvendar o mistério. O conhecido está para o conhecedor de acordo com a capacidade do conhecedor, isto é, a mente só poderá descobrir o que é capaz.
Assim, na evolução ascensional do homem ou em sua antropologia evolutiva, a mente vai revelando os mistérios da vida velados no corpo, que na realidade é o anjo, o mensageiro da alma.
Assim, na evolução ascensional, o corpo guarda sete centros de energia ou de consciência, que evolutivamente despertam da base da coluna até o topo da cabeça.
O primeiro centro de Energia, localizado na base da coluna, é o centro de Energia ou de consciência relacionado à segurança física.
O segundo centro, localizado na altura dos genitais, é o centro das sensações, do prazer, traduzido mais especificamente pelos sentidos físicos e pela libido. É o centro das emoções ligado ao mundo exterior.
O terceiro centro de Energia ou de Consciência que é o centro do poder mental ou intelectual, seria o centro ligado à vontade de dominar, localizado sobre a região gástrica. Este centro, quando desperto na alma ou consciência, expulsa o homem Adão do paraíso, pois, pela primeira vez, sente-se o homem separado do universo: desperta do sono cósmico do inconsciente da não separação para a consciência de separação e quer experimentar as sensações de segurança, prazer e poder, já registrados na mente animal e então o corpo, Adão, experimenta conscientemente o fruto proibido da árvore do conhecimento do bem e do mal oferecido por Eva.
Eva expulsa Adão do Paraíso.
É neste centro que o intelecto, através do ego, onde estão as nossas memórias ou programas condicionados e registrados do nosso passado antropológico ou evolutivo, executa, um a um, todo o nosso egoísmo ou separação, na tentativa sofrida de um encontro com o amor ou com a razão, porém ainda numa capacidade analítica desintegrativa, separatista de ter, de sentir e de dominar.
É neste estágio que se encontra o pensamento de raça ou de massa da humanidade. Nossa cultura toda se baseia no direito do ego ou do poder de dominar, onde se diz que o direito é o filho primogênito do ego, mas inimigo mortal da justiça, que é o amor ou a razão.
O quarto centro de consciência ou de energia, é o centro do amor localizado ao nível do coração[1] - razão-pura.
Dentro do processo evolutivo, o amor nasce dentro do próprio condicionamento tribal, familiar, grupal, social, político, econômico, religioso, ainda incipiente, separatista, discriminativo, julgador, crítico, condenador, caracterizando um amor possessivo, transitivo ou condicional.
Já na atualidade existe um discernimento, a percepção de um amor incondicional, universal, maior, pois o espírito, a razão universal, através da alma, percebe a desintegração ou desunião, os conflitos internos, e só aceita o que é universal, integral, verdadeiro. Tudo o que desune traz desarmonia, sofrimento, dor, depressão, desânimo e também necessidade de mudanças ou descondicionamentos.
Na alma universal, isto é, no amor incondicional, na razão universal, na consciência de amar, compreender e perdoar plenamente, nada pode ser registrado que não seja harmonia ou paz interior. Porém, a mente carnal condicionada no ego pela separação, pelo desamor, busca desarmonia, desunião, julgamento, crítica e então sofre para aprender que a unidade, a paz, a harmonia, o amor incondicional, a razão universal, são a causa da felicidade, da bem aventurança, da paz e da eternidade.
No quinto centro de consciência ou de energia localizado ao nível da garganta está o centro da razão intuitiva, das trocas de energia universal, da graça pela graça, onde é dando que se recebe.
Quanto mais purificada a mente ou consciência pela prática do amor incondicional ou razão universal, maior será nossa razão intuitiva, nossa introvisão e maiores serão nossas trocas de felicidade, bem aventurança e paz.
É neste centro da garganta (V centro), da palavra, que o verbo se faz carne, que se materializam nossos desejos de prazer, de felicidade, de paz sem que nada nos falte em qualquer setor da vida.
O sexto centro de energia é o centro da percepção consciente da vida, localizado entre as sobrancelhas (terceiro olho) na região frontal, de onde percebemos todos os outros centros de energia ou de consciência, ou seja, os centros da segurança (base da coluna - cor terra), das sensações ou emoções exteriores (região genital - cor vermelha), do poder (região gástrica - cor amarela), do amor incondicional (região cardíaca - cor verde e rosa), da intuição (região da garganta - cor azul), da percepção consciente (região frontal - cor violeta), da unidade (acima do topo da cabeça - cor branca). Assim, do sexto centro, com discernimento e domínio, aprendemos a lidar com todos os outros centros citados, trazendo para as nossas vidas equilíbrio, paz, felicidade e alegria de viver.
[1]* Coração - é o centro do equilíbrio. Como órgão físico e através dos vasos sanguíneos, nutre todo o nosso corpo sem discriminação. Como centro metafísico - nutre de amor todo o nosso corpo energético através dos Centros de Energia.