CRUZ CÓSMICA

A mística se revela em ética através do ângulo reto da ação.

O agir segue o ser.

A vertical da mística é o conhecimento da verdade através do amor incondicional ou da razão universal, que se revela na horizontal da ética ou da prática do mesmo amor e do perdão pleno que é a libertação de todos os nossos estados de consciência negativos.

Esta é a cruz cósmica do sacrifício ou do sacro ofício do corpo, da matéria pelo espírito, pela luz. O corpo, a matéria, é a resistência que revela, que ilumina os filhos de Deus.

O filho do homem não veio à terra para sofrer. Veio pelo sacro ofício da sua glória e pelo amor e perdão plenos, transbordou, derramou esta glória para que todos nós pudéssemos beber da fonte da vida, que é o amor.

Na vertical da mística está cundaline, que é a energia serpentínea da consciência evolutiva do homem. Cundaline é a serpente ígnea que se ergue na vertical da mística, através dos centros de consciência às alturas da consciência cósmica ou total, universal (conhecimento da verdade).

Na horizontal da ética ou da ação está a prática do amor universal ou do conhecimento da verdade.

A chave que abre o templo da luz é a vertical da mística, através da serpente ígnea do conhecimento da verdade, e a horizontal da ética através da ação, da prática da razão universal ou do amor incondicional à vida ou ao próximo. A própria cruz cósmica.

Nosso corpo é o templo da luz, esta luz pleni-consciente, que sempre habitou em nós, que está velada em nosso corpo material e o segredo para encontrá-la é a prática do amor incondicional, da razão universal, pela mente racional.

Este é o homem cosmoficado, crucificado, universal, imortal.